NOTA INFORMATIVA IMPORTANTE

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Emissor: DRAP Centro - Direção Regional de Agricultura
e Pescas do Centro
 

Aplicação de Medidas Fitossanitárias extraordinárias

TRATAMENTO PREVENTIVO DE CITRINOS CONTRA A PSILA AFRICANA DOS CITRINOS, Trioza erytreae (Del Guercio)

 
A Trioza erytreae (Del Guercio), ou psila africana dos citrinos, é um insecto considerado de quarentena para os citrinos (limoeiro, limeira, laranjeira doce e azeda, tangerineira, toranjeira e cumquates) e outros hospedeiros pertencentes à família das Rutáceas, provocando estragos muito graves. Este insecto é vector da bactéria causadora da forma africana da doença conhecida como Citrus Greening (Candidatus Liberibacter africanus Jagoueix, Bové & Garnier), uma das doenças mais destrutivas que ocorre em citrinos. As perdas na produção são muito elevadas, podendo mesmo inviabilizar totalmente a produção de citrinos caso não sejam tomadas medidas de controlo efetivas. A praga encontra-se presente nas freguesias de Cortegaça, Esmoriz e Maceda, e na União das freguesias de Ovar, São João, Arada, São Vicente de Pereira Jusã e Válega, no concelho de Ovar; nas freguesias da Torreira, Bunheiro, Monte e Murtosa, no concelho da Murtosa; na freguesia de Pardilhó no concelho de Estarreja e nas freguesias de Aradas e S. Jacinto no concelho de Aveiro. Presentemente a praga foi detectada numa freguesia de Arcos e Mogofores do concelho de Anadia, implicando a delimitação de uma nova Zona Demarcada para o vector Trioza erytreae.
 
Face ao acelerado ritmo de progressão deste insecto, foram determinadas as seguintes medidas de prevenção para os concelhos de Coimbra, Lousã, Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares, localizados a sul da nova Zona Demarcada:
  • Foi definida uma zona envolvente aos viveiros existentes nestes concelhos correspondente ao conjunto de todas as suas freguesias tendo como base uma zona circundante com 3 km de raio a partir de cada viveiro onde se deverá assegurar a total isenção da presença da praga. Entre os 3 km e os 5 km de distância dos viveiros será feita uma prospecção oficial intensiva, para detecção precoce de qualquer sinal da presença da praga e adopção imediata de medidas de erradicação (podas/tratamentos), com a colaboração dos viveiristas e municípios;

  • As plantas de viveiro devem ser produzidas em locais registados oficialmente e sob protecção física completa (tendo como referência uma malha de 45-50 mesh para essa protecção), que previna a entrada da Trioza. Dentro do viveiro e num raio de 200 metros em redor do viveiro serão realizadas, pelo menos, duas inspecções oficiais por ano para verificação de ausência de sintomas da presença de Trioza;

  • Sem a devida protecção e no caso de se detectar presença de Trioza nas áreas dos viveiros (num raio de 3km) será impedida a movimentação/retirada de plantas cítricas;

  • Devem ser realizados tratamentos fitossanitários preventivos em todas as árvores de citrino e plantas de viveiro nos concelhos atrás referidos com produtos fitofarmacêuticos homologados, como sejam o ACTARA 25 WG (tiametoxame), o CONFIDOR O-TEQ (imidaclopride), o NUPRID 200 SL (imidaclopride) ou EPIK SG (acetamiprida), ou, caso não tenha cartão de aplicador, POLYSEC ULTRA PRONTO, tendo o cuidado de molhar completamente os ramos. O tratamento deve ser repetido 2 a 3 semanas depois, conforme preconizado pelo produto fitofarmacêutico em questão, alternando as substâncias ativas e mantendo registo dos tratamentos efetuados;

  • Caso seja inviável a realização de tratamentos fitossanitários é aconselhável o arranque e queima das árvores;

  • Comunique a existência de árvores de citrinos abandonados.

Para qualquer esclarecimento adicional relativo a este assunto, os interessados deverão contactar a Divisão de Apoio à Agricultura e Pescas através do endereço de e-mail: daap@drapc.min-agricultura.pt ou qualquer outro dos contactos indicados em rodapé.
Apenas com a activa colaboração de todos será possível travar a dispersão desta grave praga.
 
Foi ainda emitida uma Autorização Excepcional de Emergência concedida pela DGAV, em 27/07/2017, para o produto DELEGATE 250 WG para o controlo de Trioza erytreae em citrinos, por 120 dias, tendo em vista a disponibilização de novos modos de acção (a fim de se assegurar uma boa estratégia de gestão da resistência):
 
Condições:
  • o Dose de aplicação: 350-400 g/ha;
  • o Volume de calda: 800 - 1200 L/ha;
  • o Técnica de aplicação: pulverização foliar;
  • o Número máximo de aplicações: 2;
  • o Intervalo mínimo entre aplicações: 28 dias;
  • o Época de aplicação: ao aparecimento de cada geração (??CH 71 – 87).
  • o Intervalo de Segurança: 7 dias.

 




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