Roteiro Turístico

Quem demanda a esta Freguesia tem vários pontos de interesse para disfrutar.

Começando pela bela Praia Fluvial dos Palheiros e Zorro, criada em 1997, que é, actualmente, um local de grande afluência de pessoas. Aproveitando a proximidade de cidade de Coimbra, muitos a ela ocorrem para desfrutarem do sol e da bela paisagem proporcionada pelo Vale do Mondego. Com uma extensão considerável, esta praia tem boas infra-estruturas de apoio: campo de desportos, churrasqueira, parque de merendas, sanitários. Tem ainda um bom parque de estacionamento, na margem esquerda. Uma nova e elegante ponte de acesso pedonal, permite o atravessamento do rio Mondego, permitindo assim o acesso à praia pelas duas margens. Distinguida pelos galardões Bandeira Azul da Europa e Praia Suadável/Praia Acessível, tem um rigoroso controlo de qualidade da água balnear, acesso a pessoas com mobilidade reduzida, Posto de Primeiros Socorros  e é vigiada, durante a época balnear, por nadadores-salvadores devidamente credenciados. Esta praia é também o local de finalização das descidas de canoas, que partem de Penacova.

Existem ainda um conjunto de outras praias informais, criadas pelo fluxo do rio e arrastamento de inertes, cuja beleza e simplicidade, costumam também atrair veraneantes (Pedra Aguda, Bico da Areia, Boca da Quelha, Venda Nova).

Merece também especial destaque, a Mata de Vale de Canas, área protegida, sob a alçada do Instituto de Conservação da Natureza, onde é possível apreciar o canto das aves, sentir o aroma da vegetação e apreciar, entre diversas árvores, o eucalipto mais alto da Europa. Aqui existem circuitos da manutenção muito procurados, especialmente por pessoas residentes no meio urbano da sede concelhia.
 
O património arquitectural e edificado da Freguesia de Torres do Mondego merece também uma visita atenta. Dos monumentos e edifícios existentes destacamos:
  • A Igreja Paroquial  de Torres do Mondego, construção moderna feita de raiz. O seu orago é São Sebastião. A Igreja anterior, que foi demolida, era um edifício pequeno e possuía uma torre baixa à direita. Uma pedra que possivelmente pertencia a frontaria da antiga Igreja e que ainda hoje existe, acoplada a parede, tem a data de 1599 ANNOS. Existe também uma outra pedra da Igreja anterior, possivelmente pertencente ao arco cruzeiro, com a data de 1676, que deverá indicar as reformas posteriores. A Igreja anterior, de acordo com António Nogueira Gonçalves, possuía um retábulo principal, da segunda metade do século XVIII, com duas colunas laterais, de estilo salomónico. Nos laterais da nave, tinham sido inseridos dois pequenos altares de pedra, um do tipo renascentista e outro neo-renascentista de 1926. A antiga Igreja possuía ainda um rodapé de azulejos azuis, de fabrico coimbrão, dos finais do século XVIII, bem como um pequeno quadro (século XVI), representando o Baptismo de Cristo, junto à Pia Baptismal.
  • A Capela de Nossa Senhora da Lapa, no Dianteiro, supõe-se que a construção date do século XVIII. A fachada apresenta uma porta com colunas direitas emolduradas, terminadas com dois arcos conopiais. Por cima, encontra-se um óculo quadrilobado. A direita, uma torre de secção quadrada, com relógio e pináculos. O interior apresenta um corpo e santuário, dividido por um arco cruzeiro com roselas. Lateralmente ao cruzeiro, existem duas mísulas com respectivos baldaquinos, de tipo renascentista, onde repousam duas imagens, de Nossa Senhora da Lapa e de Santo António, ambas em madeira do século XVII. O altar principal apresenta um retábulo de madeira de duas colunas salomónicas com anjos acrotérios. O retábulo forma, ao meio, um trono. Podemos ainda observar uma pequena Senhora da Lapa e um Menino Jesus em madeira, possivelmente do século XVII, e um São Mateus, feito em terracota, do século XVI..
  • A Capela de São João Baptista, localizada nos Palheiros, é um edifício moderno, onde podemos apreciar um São João Baptista, em madeira, do século XVII, de estilo popular.
  • A Capela de São Francisco, no Zorro, é um templo pequeno, provavelmente do século XVIII. Constituída por corpo e pequeno santuário, onde encontramos um retábulo barroco, do século XVIII, com duas colunas salomónicas em cada lado, decoradas com grinaldas e capitéis de folhas de acanto. No nicho principal, há uma imagem de madeira de São Francisco, do século XVII. Na base do altar, encontra-se um sacrário, em cuja porta se vê a imagem de um Agnus Dei. Existe igualmente uma Senhora das Angustias, em pedra, do século XVI, e um São Domingos, em madeira, do século XVI;
  • A Capela de São Bento, situada no Casal da Misarela, é uma ermida moderna, com data no cruzeiro de 1850. Composta por corpo e santuário, possui na sacristia a antiga imagem de São Pedro, de pedra do século XVII;

Existem ainda um conjunto de fontes, chafarizes e lavadouros, datados do fim do século XIX, inícios do século XX, espalhados por toda a freguesia, que aproveitavam águas de nascentes locais. O Chafariz de Torres do Mondego, datado de 1893, situado à beira da EN110, é um dos exemplos mais emblemáticos, mas as fontes do Casal da MIsarela, a Fonte D'Além, nas Carvalhosas, a fonte do Dianteiro, entre outras, fazem parte do património cultural e social desta freguesia.

Outros pontos de interesse, são os trilhos pedonais, cuja beleza e variedade de fauna e flora, são fatores diferenciadores e que são moldados por paisagens deslumbrantes, que se avistam em vários locais. Para quem tem gosto pela natureza, podem disfrutar dos trilhos:

A EN110 é também parte integrante da rede de Caminhos de Santiago, estando devidamente sinalizados. Pensa-se que, originalmente, este caminho seria  realizado pelo rio, usando as bateiras ou as barcas serranas como meio de transporte até à Rebordosa. Mas o desuso destes meios de transporte, veio potenciar o caminho pedonal, que guiava os peregrinos ao Mosteiro de Lorvão, ponto importante de descanso do trajeto.

Mas a EN110 é, também, um dos percursos mais utilizados para passeios turísticos de bicicleta, permitindo o acesso a uma miríade de trajetos locais e servindo de ligação aos concelhos vizinhos de Penacova e Vila Nova de Poiares.